cansar o trabalho Seminário "Só o experimental me interessa: 46 anos da morte de Hélio Oiticica" 

Vitória
Espírito Santo / Brasil
Março 2026


"Cansar o trabalho" surgiu como resposta ao título da mesa: Trabalhar Cansa.

Ao longo dos dois dias, cinco mesas de debate abordaram diferentes dimensões da obra de Hélio Oiticica. Entre os temas estiveram o papel do Projeto Hélio Oiticica na preservação do acervo do artista; a relação entre vida e obra em sua trajetória; o conceito de Crelazer e a recusa às lógicas produtivistas; a experimentalidade na arte brasileira; e as redes afetivas e experiências coletivas que marcaram sua convivência com o samba, a música e a cena cultural de seu tempo.

Seminário "Só o experimental me interessa: 46 anos da morte de Hélio Oiticica". O evento aconteceu nos dias 21 e 22 de março de 2026, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha/ES. Organização de Nathan Braga (Diretor Educativo), Omar Salomão (Curador) e Mirella Schena (Coordenadora Artístico-Cultural).

Programação Sábado (21/03):

10h | Mesa 1: “Projeto H.O” – Cesar Oiticica Filho e Lisette Lagnado. Mediação: Nathan Braga
11h30 | Mesa 2: “Delírio, ordem e revolução cultural” – Paulo Herkenhoff e Fernanda Lopes. Mediação: Carolina Rodrigues
14h30 | Mesa 3: “Trabalhar cansa” – Joe Buggilla e Raphael Escobar. Mediação: Bia Morgado
16h | Solenidade de inauguração Magic Square #3
16h30 | Conversa musical com Adriana Calcanhotto

Programação Domingo (22/03):

10h | Visita mediada especial
11h | Oficinas: “Labirinto de lençóis” (15 vagas, 3 a 10 anos), com Valentim Faria, e “Ativação: a cura vem através do caminhar” (vagas livres), com Henrique Nascimento
13h30 | Mesa 4: “Experimentar o experimental” – Nuno Ramos e Pollyana Quintella
14h40 | Mesa 5: “Só para quem pode: amizade, samba, rock” – Paulo Ramos, Maurício Barros de Castro e Milton Cunha. Depoimento em vídeo: Andreas Valentim
15h40 | Cortejo com a escola de samba Mocidade Unida da Glória (MUG)
17h | Encerramento


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Mark
Heroísmo é Botulismo Curadoria: Érica Burini

Ateliê397
São Paulo / Brasil
Agosto 2025

Inspirada em uma anotação de Virginia Woolf — que certa vez redefiniu “heroísmo” como “botulismo” e “herói”como “garrafa” —, a mostra explora narrativas alternativas que desafiam os contos tradicionais de conquista e dominação. A exposição tem suas raízes conceituais em textos feministas e ecológicos, particularmente em A Ficção como cesta: uma
teoria, de Ursula Le Guin, que propõe a substituição de mitos heróicos por histórias de encontro e colaboração. A antropó-loga Anna Lowenhaupt Tsing expande essa ideia, vinculando as consequências tóxicas do heroísmo em narrativas históri-cas à devastação ecológica do Antropoceno.
Aqui, o “botulismo” serve como metáfora para a paralisia causada por sistemas opressivos — do colonialismo ao capitalis-mo mais atual.
Entre os trabalhos em destaque está o projeto colaborativo Golden Snail Opera, de Anna Tsing, Yen-Ling Tsai, Isabell Carbonell e Joelle Chevrier. Esta peça multimídia, que combina vídeo e texto performático, documenta agricultores taiwa-neses — principalmente mulheres — que rejeitam pesticidas em favor de soluções cooperativas e multiespécies para a invasão do Caracol Dourado, uma espécie trazida a Taiwan com intenções econômicas mal-sucedidas.

Os artistas participantes — Camila Rocha, Darks Miranda, Frederico Filippi, Gio Soifer, Juliana Fausto, Licida Vidal, Mer-ve Ünsal, Jarbas Lopes, João Machado, Joe Buggilla e Jorge Menna Barreto — se juntam a sementes, plantas, sumidouros,
abelhas, espécies companheiras (ou não), paisagens inteiras, para abordar temas de entrelaçamento, decadência e resili-ência, ecoando o apelo de Donna Haraway para “ficar com o problema” em um mundo danificado


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https://atelie397.com/heroismo-e-botulismo/


Mark
Off-Biennale BudapestTraces of Life

Hungary
08.05.— 15.06

“Traces of Life” interroga a interdependência entre formas de vida humanas e não-humanas, explorando suas mobilidade cruzadas e direitos dentro de ambientes hostis. Reforça como a natureza tem sido muitas vezes instrumentalizada em con-textos de conflitos militares e fronteiras nacionais. Controlar a natureza, de modo semelhante ao controle sobre pessoas, faz parte de estratégias de guerra. A exposição questiona: quem tem permissão para permanecer em determinados terri-tórios? Quem é deslocado e por que? Como se compara o valor dado à preservação de espécies — como orquídeas — com  descaso a grupos vulneráveis, como refugiados?Obras e participantes:
- Forensic Architecture (Reino Unido): incluindo o vídeo/documento No Traces of Life: Israel’s Ecocide in Gaza (2023–2024),que revela a destruição de recursos alimentares — uma perda estimada em 40% — decorrente de conflitos- OFF Seed Library – Seeds of Tomorrow: um projeto coletivo com representantes de diversos países (Reino Unido, Brasil(Joélson Buggilla & Jorgge Menna Barreto), Hungria, Jordânia, África do Sul, Palestina, e mais), destacando sementescomo símbolos de resiliência, mobilidade e legado cultural- Outras participações: Hanna Rullmann & Faiza Ahmad Khan, Sári Ember, Fuzzy Earth, Areej Huniti, Taey Iohe, ZayaanKhan / Seed Biblioteek, Tabita Rezaire, Davinia‐Ann Robinson, Erika Tan, Amy Watson / Pool, e Ayman Zedani
- A exposição revela histórias de enraizamento e uprooting, pertencimento e perda, com as sementes simbolizando po-tencialidade de vida, cultura e memória. “Enquanto você tiver sementes no bolso, nunca será pobre” — diz um provérbio citado no texto.

OFF-Biennale Budapest
https://offbiennale.hu/en/


Mark
Ocio da Terra Cycles of fertility and pause

Miami | EUA
September 2023

The project preparation for its annual collective exhibition was conceived as part of the Veras Cultural Centre's perennial laboratory for germinating biodiverse futures and mental reforestation. Indeed, by mirroring the titles' song written and composed by Milton Nascimento and Chico Buarque in 1977, the exhibition 'O Cio da Terra, Ócio da Terra" echoes voices advocating for life rights, reforming unproductive areas and preserving the sacrality of the earth. In that sense, the group show generates narratives resonating with 'florestania,' a conception of the future that replaces some principles of citizenship with forest knowledge and a way of life. One is the cycles of pause and fertility that characterize all life forms as a derivation of ócio (leisure) and cio (heat). 

Among the artists, we are thrilled to announce the participation of Afonso Tostes, Albano Afonso, Barbara Wagner and Benjamin de Burca, Bel Falleiros, Bené Fonteles, Brígida Baltar, Celeida Tostes, Cristiano Lenhardt, Efe Godoy, Efrain Almeida, Ernesto Neto, Elza Lima, Gustavo Caboco, Ivan Grilo, Joelson Buggilla & Jorgge Menna Barreto, Juliana Lapa, Kamikia Kisedje, Laura Gorski, Lia Chaia, Lídia Lisbôa, Marcia Xavier, Mariana Berta, Monica Ventura, Renata Cruz, Rosana Paulino, Rose Afefé, Sallisa Rosa, Teresa Siewerdt.

Curator by Josué Mattos

Fundacíon Pablo Atchugarry | Miami, USA
www.the55project.com/ocio-da-terra


Mark
joelsonbugila@gmail.com