objetos cansados colaboração Felipe Moreno

Sala Edi Balod
Criciúma-Santa Catarina / Brasil
Julho 2026


A operação que proponho, Objetos Cansados, foi criada dentro do que venho chamando de Cartografias do Cansaço, pesquisa apresentada recentemente em Vitória/ES, no seminário sobre o legado de Hélio Oiticica, percebo que o cansaço, como reflexo da sociedade contemporânea, vem sendo historicamente produzido. Em diferentes movimentos sociais, políticos, religiosos e culturais, a compreensão do cansaço foi sendo transformada, adquirindo novas narrativas e complexidades.

Quem me acompanha nesta empreitada é o escritor Felipe Moreno que integra a exposição como colaborador. O texto na íntegra pode ser lido aqui.

A operação acontece na Sala Edi Balod, em Criciúma, como parte da programação comemorativa dos 10 anos do espaço.

A abertura  + fala será no dia 4 de agosto, às 19h30, e a visitação poderá ser realizada a partir do dia 28 de julho até 14 de agosto.

Será uma alegria poder tornar a minha pesquisa pública na minha terra natal, na Universidade onde estudei e reunir a comunidade, alun@s, família e amig@s

+infosEndereço: Av. Universitária, 1105 - Bairro Universitário, Criciúma - SC
Visitação: Aberto ao público e com entrada gratuita
E-mail: salaedibalod@unesc.net
Telefone: (48) 3431-4547


Mark
cansar o trabalho Seminário "Só o experimental me interessa: 46 anos da morte de Hélio Oiticica" 

Vitória
Espírito Santo / Brasil
Março 2026


"Cansar o trabalho" surgiu como resposta ao título da mesa: Trabalhar Cansa.

Ao longo dos dois dias, cinco mesas de debate abordaram diferentes dimensões da obra de Hélio Oiticica. Entre os temas estiveram o papel do Projeto Hélio Oiticica na preservação do acervo do artista; a relação entre vida e obra em sua trajetória; o conceito de Crelazer e a recusa às lógicas produtivistas; a experimentalidade na arte brasileira; e as redes afetivas e experiências coletivas que marcaram sua convivência com o samba, a música e a cena cultural de seu tempo.

Seminário "Só o experimental me interessa: 46 anos da morte de Hélio Oiticica". O evento aconteceu nos dias 21 e 22 de março de 2026, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha/ES. Organização de Nathan Braga (Diretor Educativo), Omar Salomão (Curador) e Mirella Schena (Coordenadora Artístico-Cultural).

Programação Sábado (21/03):

10h | Mesa 1: “Projeto H.O” – Cesar Oiticica Filho e Lisette Lagnado. Mediação: Nathan Braga
11h30 | Mesa 2: “Delírio, ordem e revolução cultural” – Paulo Herkenhoff e Fernanda Lopes. Mediação: Carolina Rodrigues
14h30 | Mesa 3: “Trabalhar cansa” – Joe Buggilla e Raphael Escobar. Mediação: Bia Morgado
16h | Solenidade de inauguração Magic Square #3
16h30 | Conversa musical com Adriana Calcanhotto

Programação Domingo (22/03):

10h | Visita mediada especial
11h | Oficinas: “Labirinto de lençóis” (15 vagas, 3 a 10 anos), com Valentim Faria, e “Ativação: a cura vem através do caminhar” (vagas livres), com Henrique Nascimento
13h30 | Mesa 4: “Experimentar o experimental” – Nuno Ramos e Pollyana Quintella
14h40 | Mesa 5: “Só para quem pode: amizade, samba, rock” – Paulo Ramos, Maurício Barros de Castro e Milton Cunha. Depoimento em vídeo: Andreas Valentim
15h40 | Cortejo com a escola de samba Mocidade Unida da Glória (MUG)
17h | Encerramento


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Mark
Heroísmo é Botulismo Curadoria: Érica Burini

Ateliê397
São Paulo / Brasil
Agosto 2025

Inspirada em uma anotação de Virginia Woolf — que certa vez redefiniu “heroísmo” como “botulismo” e “herói”como “garrafa” —, a mostra explora narrativas alternativas que desafiam os contos tradicionais de conquista e dominação. A exposição tem suas raízes conceituais em textos feministas e ecológicos, particularmente em A Ficção como cesta: uma
teoria, de Ursula Le Guin, que propõe a substituição de mitos heróicos por histórias de encontro e colaboração. A antropó-loga Anna Lowenhaupt Tsing expande essa ideia, vinculando as consequências tóxicas do heroísmo em narrativas históri-cas à devastação ecológica do Antropoceno.
Aqui, o “botulismo” serve como metáfora para a paralisia causada por sistemas opressivos — do colonialismo ao capitalis-mo mais atual.
Entre os trabalhos em destaque está o projeto colaborativo Golden Snail Opera, de Anna Tsing, Yen-Ling Tsai, Isabell Carbonell e Joelle Chevrier. Esta peça multimídia, que combina vídeo e texto performático, documenta agricultores taiwa-neses — principalmente mulheres — que rejeitam pesticidas em favor de soluções cooperativas e multiespécies para a invasão do Caracol Dourado, uma espécie trazida a Taiwan com intenções econômicas mal-sucedidas.

Os artistas participantes — Camila Rocha, Darks Miranda, Frederico Filippi, Gio Soifer, Juliana Fausto, Licida Vidal, Mer-ve Ünsal, Jarbas Lopes, João Machado, Joe Buggilla e Jorge Menna Barreto — se juntam a sementes, plantas, sumidouros,
abelhas, espécies companheiras (ou não), paisagens inteiras, para abordar temas de entrelaçamento, decadência e resili-ência, ecoando o apelo de Donna Haraway para “ficar com o problema” em um mundo danificado


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https://atelie397.com/heroismo-e-botulismo/


Mark
Off-Biennale BudapestTraces of Life

Hungary
08.05.— 15.06

“Traces of Life” interroga a interdependência entre formas de vida humanas e não-humanas, explorando suas mobilidade cruzadas e direitos dentro de ambientes hostis. Reforça como a natureza tem sido muitas vezes instrumentalizada em con-textos de conflitos militares e fronteiras nacionais. Controlar a natureza, de modo semelhante ao controle sobre pessoas, faz parte de estratégias de guerra. A exposição questiona: quem tem permissão para permanecer em determinados terri-tórios? Quem é deslocado e por que? Como se compara o valor dado à preservação de espécies — como orquídeas — com  descaso a grupos vulneráveis, como refugiados?Obras e participantes:
- Forensic Architecture (Reino Unido): incluindo o vídeo/documento No Traces of Life: Israel’s Ecocide in Gaza (2023–2024),que revela a destruição de recursos alimentares — uma perda estimada em 40% — decorrente de conflitos- OFF Seed Library – Seeds of Tomorrow: um projeto coletivo com representantes de diversos países (Reino Unido, Brasil(Joélson Buggilla & Jorgge Menna Barreto), Hungria, Jordânia, África do Sul, Palestina, e mais), destacando sementescomo símbolos de resiliência, mobilidade e legado cultural- Outras participações: Hanna Rullmann & Faiza Ahmad Khan, Sári Ember, Fuzzy Earth, Areej Huniti, Taey Iohe, ZayaanKhan / Seed Biblioteek, Tabita Rezaire, Davinia‐Ann Robinson, Erika Tan, Amy Watson / Pool, e Ayman Zedani
- A exposição revela histórias de enraizamento e uprooting, pertencimento e perda, com as sementes simbolizando po-tencialidade de vida, cultura e memória. “Enquanto você tiver sementes no bolso, nunca será pobre” — diz um provérbio citado no texto.

OFF-Biennale Budapest
https://offbiennale.hu/en/


Mark
joelsonbugila@gmail.com